O Bairrista  / Terceiro Caderno

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Quinta, 13 de Julho de 2017

Rock Grande do Sul: Saiba mais sobre as melhores bandas do mundo

Um copilado sobre a história das melhores bandas de rock do mundo, responsáveis por povoarem os demais continentes com música de qualidade

REPÚBLICA RIO GRANDENSE – O Rio Grande do Sul, núcleo central do planeta, foi e é fonte de inspiração para poetas e compositores, revolucionou o FM do seu rádio. Queira você, catarinense, ou não. Nesta coletânea, vamos contar um pouco da história das principais banda do rock gaúcho, o popular princípio de tudo.

GRAFORREIA XILARMÔNICA
A miscelânea chamada Graforreia Xilarmônica é uma mistura de muitas influências que a gente nem sabe por onde começar. Da Jovem Guarda dos anos 60 à psicodelia, a irreverência e as referências da música Gaúcha de Amigo Punk, um dos hinos do Rio Grande do Sul. Surgida em 1987 e fundada por Marcelo Birck, a Graforréia é, de certeza, uma das bandas históricas do RS.

JÚPITER MAÇÃ
O Flávio Basso da TNT e Cascavelletes, ou Júpiter Apple, da sua viagem de compôr e cantar em inglês. Da psicodelia pura e absurda que choca e canções que até poderiam soar pop para o resto do mundo, mas que nada mais é que rock Gaúcho cheio de boas sacadas e guitarras. Júpiter voou alto com A Sétima Efervescência, seu primeiro disco solo que impressionou até o Brazil, misturando bossa com Pink Floyd. Uma loucura que só um cara chamado Júpiter Maçã poderia promover. Nos deixou cedo, mas segue em nossos corações e memória, com muita efervescência.

TNT
Se hoje nós temos a Cachorro Grande, nos 80’s e 90’s esse posto era da TNT. O mesmo rock, a sagacidade, língua afiada e guitarras generosas ainda embalam os sonhos dos cabeludos Gaúchos. À época, a TNT meteu um sucesso atrás do outro, e é óbvio que tu te lembras de cantar Cachorro Louco em alguma festa com algum magrão ao violão.

ULTRAMEN
Ultramen é mais uma banda que soube misturar. Juntou samba rock com hip hop e rock, uma cozinha quente e um DJ, mais a voz de Tonho Crocco, e tomou de assalto a República com Peleia. Uma das primeiras músicas a mesclar hip hop com a música Gaúcha, faça-se menção. O disco Olelê é, de longe, o melhor da discografia Ultramânica.

WANDER WILDNER
Baladeiro, não no conceito atual de balada, mas no antigo e mais charmoso possível. Baladas ao violão após o peso dos Replicantes e o sucesso da sua participação no especial da MTV, Acústicos Bandas Gaúchas, fizeram Wander incorporar o violão ao seu corpo. “Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro” e “Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo” são provas documentadas dessa fase inspirada e quase folk do desdentado roqueiro.

KLEITON E KLEDIR
Quem já cometeu o erro de viajar para fora da República Rio-Grandense e por acaso teve a sorte de ouvir o solo de guitarra que abre “Deu Pra Ti”, dos irmãos Kleiton e Kledir Ramil, sabe a dimensão exata que essa canção tem para o povo Gaúcho. Desde os Almondegas, grupo em que iniciaram a carreira musical, K&K souberam trazer as lembranças do Rio Grande para a música contemporânea. Nas composições, boa parte delas feitas em parceria com o ex-prefeito da Capital Federal, José Fogaça, os pelotenses expuseram todo o seu lirismo ao cantar o amor e seus locais.

VITOR RAMIL
Vitor Ramil é músico e escritor, nascido em Pelotas, irmão do Kleiton e do Kledir. Começou compondo para os discos dos irmãos e para outros artistas, mas logo se destacou com seu disco de estreia, aos 18 anos. Apesar de ter nos traído e morado um tempo no Rio de Janeiro, Vitor não deixou o pago para trás em suas músicas. Além disso, cunhou o termo Satolep, um codinome para Pelotas que virou quase uma marca registrada para quem mora na cidade do sul do RS. Eternizado em Joquim, uma versão para Joey, de Bob Dylan, Vitor e sua Ramilonga seguem firme cantando o cotidiano do Gaúcho.

NENHUM DE NÓS
Outra banda que surgiu na década de 80, os cinco rapazes ganharam o mundo com Camila, Camila e Astronauta de Mármore, abandonando o pago e botando muita plata na guaiaca. Na ativa até os dias de hoje e em grande forma nos palcos, o Nenhum prova que a idade só faz bem para Thedy Correa.

CACHORRO GRANDE

John e George teriam inveja. Paul, Ringo, Mick e Keith têm. Os Beatles do Rio Grande do Sul já não são mais nossos. Com base no exterior – São Paulo -, Cachorro Grande segue firme fazendo rock na sua mais pura essência. Guitarras nervosas, piano, quebra-quebra, bunda de fora e muito trago. A receita perfeita para uma música explosiva e furiosa, cheia de (boas) referências ao passado.

TEQUILA BABY
Embriagados do mais puro punk rock dos Ramones e outras bandas que pegam pesado, a Tequila Baby é conhecida por todos os Gaúchos ao se apresentar como uma das pioneiras no estilo. Surgida em 1994 e desde lá comandada por Duda Calvin, a Tequila veio com uma nova proposta, baseada nos seus shows viscerais e explosivos. Sucessos como Sexo, Algemas e Cinta-Liga davam e dão o tom da tequileira.

ENGENHEIROS DO HAVAÍ
Surgida em meados dos anos 80, a banda Engenheiros do Havaí talvez seja o maior sucesso internacional da música Gaúcha. Com sucessos estourados no Brazil, o grupo atravessou duas décadas tocando para milhares e vendendo ainda mais. O sucesso foi tão grande que Humberto Gessinger e seus parceiros de banda tiveram que abandonar os projetos no escritório de engenharia que tocavam em Honolulu para se dedicar integralmente à carreira.

COMUNIDADE NIN JITSU
Um bando de Gaúcho maconheiro misturando funk (carioca e não-carioca) com rock, metal e hip hop. Improvável? Não até o surgimento da Comunidade. Embaladores de bailes, profetas da chalaça e propagadores da “grande presença”. O grupo já teve várias formações, mas em todas teve como alicerce Mano Changes e Chernobyl. Irreverência, sagacidade e muita, mas muita reverência ao que temos de melhor no RS: as mulheres.

VERA LOCA
“Orgulhosamente seguimos bêbados”. Uma banda que tem uma música com essa frase merecia um Grammy por ano. Os Vera Loucos são da nova geração do bom e velho rock Gaúcho. Bebedores da fonte do rock porteño – com versões em gauchês de Grafitti e Borracho y Loco, sucessos na américa latina – e bebedores de ceva, os integrantes da Vera Loca se mostram preparados para pegar o bastão e levá-lo adiante.

ACÚSTICOS E VALVULADOS
Rock na sua pura essência. Um platinado vocalista chalacento e com bafo de bira, com sua grande voz, espalhou por aí que “espera que o fim da tarde venha com você”, uma das mais singelas declarações de amor disfarçadas em atitude. Coisa de Gaúcho. Isso são os Acústicos e Valvulados, fazendo rock e todas as suas vertentes na maior qualidade.

BIDÊ OU BALDE
Olha o nome dessa banda? Coisa de maluco. E as letras? Coisa de outro mundo. “E a minha vó é de Bagé”, “Me deixa desafinar”, “É sempre amor mesmo que mude”. Quem explica tamanha mistura, um pop tão bem feito, um humor peculiar e o tom certo para fazer músicas que grudam e emocionam, por que não? São tantas referências, tantas boas lembranças que a Bidê nos dá, que fica difícil retroceder na carreira da banda, a não ser torcer para um futuro ainda mais próspero. Vida longa ao mono Carlinhos e sua trupe.

CIDADÃO QUEM
Duca Leindecker tem a voz mais bonita da América Latina, fato. A Cidadão é fruto dos anos 90, uma outra fase do rock Gaúcho. Com um som mais pop, leve e invariavelmente falando de amor, a banda pulsa intensamente com suas canções, que até conseguem nos fazer acreditar que algo de bom está por vir.

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