O Bairrista  / Terceiro Caderno

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Terça, 26 de Março de 2013

No aniversário de Porto Alegre, Andrade Gutierrez apresenta a relação da cidade com seus ilustres moradores

Lauro Quadros, Paulo Sant’Ana, Fabrício Carpinejar, Pedro Ernesto Denardin e Rosane de Oliveira compartilham seus momentos em POA.

PORTO ALEGRE, C.F – A capital está de aniversário. Porto Alegre completa 241 anos de vida nesta terça-feira e a Andrade Gutierrez, a construtora do estádio do Mundial no Rio Grande do Sul, juntou uma série de comunicadores para contar suas experiências, memórias e paixões vividas na Capital de todos os Gaúchos.

 

Lauro Quadros

O início da infância foi no Litoral Norte, apesar de ter nascido na Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre. Aos cinco anos, voltou pra capital. Cresceu no bairro Petrópolis. Lembra que a Avenida Protásio Alves ainda nem era asfaltada na década de quarenta. Hoje é da Bela Vista. Queria ser padre, mas não continuou. Conheceu duas “Porto Alegre”. Uma com quatrocentos mil habitantes. E outra com mais de um milhão e quinhentos mil. Estudante do Colégio Rosário, vereador e Cidadão de Porto Alegre. Gosta de recordar das reuniões dançantes nas garagens. Ligado ao futebol por muitos anos, destaca a inauguração do Estádio Olímpico, em mil novecentos e cinqüenta e quatro, e a do Beira-Rio, em mil novecentos e sessenta e nove. Freqüenta diariamente a Praça da Encol, onde caminha seis quilômetros. Adora os cinemas da cidade. Aos finais de semana, reúne a família em restaurantes.

 

Paulo Sant’Ana

Classifica como muito amigável a relação com Porto Alegre. Nasceu na antiga Rua da Margem, atualmente João Alfredo,
no bairro Cidade Baixa. Morou no Partenon, na Azenha, no Menino Deus, no Cristal e agora vive perto do Iguatemi. Conta que passou quase cem por cento da vida em Porto Alegre.  Se orgulha disso. Conhece grande parte das ruas da cidade. Até os 40 anos, freqüentou bastante a margem esquerda do Arroio Dilúvio. Depois, passou a apreciar tudo que fica do lado direito. Adora os restaurantes de Porto Alegre. Fica encantado com alguns de comida japonesa, chinesa e portuguesa. Gosta muito de bacalhau e camarão.

 

Fabrício Carpinejar

É viciado em Porto Alegre. Pela Luz de Porto Alegre, que considera um vitral. Nasceu em Caxias do Sul, mas ainda pequeno se mudou pra capital. Viaja muito pra outras cidades do país, mas precisa se abastecer de Porto Alegre. Tudo é muito subjetivo. O Por do Sol é o mais bonito, o crepúsculo tem outra coloração. Tudo é muito afetivo em Porto Alegre. Porto Alegre é uma espécie de lugar que se escolhe mais pra morrer do que pra nascer. Entre os lugares que mais gosta na capital, está o Viaduto da Borges, onde se sente inteligente ao andar. Gosta do Bom Fim, que ainda lembra uma cidade antiga. Escuta melhor, porque já desceu a Lucas de Oliveira de bicicleta. Usa Porto Alegre para criar. Nunca passou por um processo de bloqueio criativo para escrever, porque sempre está na cidade. O vento de Porto Alegre tem sotaque.  A chuva tem sotaque.  Os relâmpagos têm sotaque.

 

Pedro Ernesto Denardin:

A ligação com Porto Alegre é máxima. Nasceu, cresceu e construiu a carreira na cidade. A família também é portoalegrense. Nunca pensou em se mudar. Porto Alegre tem bons parques, bons restaurantes. A cidade do maltratado e ao mesmo tempo maravilhoso Guaíba. Gosta de freqüentar cinemas e o sitio que tem na Zona Sul da cidade. Trabalhando ou não, faz questão de estar em estádios de futebol. Acompanhou as maiores vitórias e derrotas da Dupla Gre-Nal. O futebol é a coisa mais importante que tem. É a vida. Nunca deixa de responder quando é perguntado se torce para Grêmio ou Inter. Tem na ponta da língua: torço para os dois. Os dois clubes sustentam o trabalho. Quando passa por um campo de várzea, pára e chega a ficar meia hora olhando. O futebol é a grande paixão.

 

Rosane de Oliveira

É apaixonada por Porto Alegre. Com 15 anos conheceu a capital. Aos 17 passou no vestibular da PUC e trocou a cidade onde nasceu, Campos Borges, por Porto Alegre. Inclusive teve de ser emancipada para tornar a vida um pouco mais fácil. Conheceu grandes amigos na universidade. Se sente portoalegrense de coração. Nunca pensou em sair de Porto Alegre, porque acha que dificilmente vai encontrar algum lugar tão acolhedor. Gosta muito das pessoas e do clima da capital, que tem as quatro estações definidas. Porto Alegre nem tão grande quanto São Paulo, nem tão pequena que não se encontre o que precisa. Moradora do Moinhos de Vento, aprecia tudo que tem no bairro. Destaca o Jardim do DMAE, que é quase o quintal de sua casa. O clima de província é algo atraente que precisa ser mantido.

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