Bom Cabrito não berra.

Informações, desinformações e contrainformações. Muitas notícias desencontradas. Resolvi usar toda minha cautela e influência e desvendar o mistério da contratação da mais jovem promessa tricolor: Enrico Cabrito.

Lateral esquerdo, que por vezes joga de volante e seria oriundo da Argentina, Cabrito tem como principal característica o cruzamento. Isso de acordo com um jornalista amigo meu que preferiu não se identificar, mas essas foram, ipsis litteris, suas palavras: “é bom esse Cabrito, heinhô”. Como aprendi a nunca partir para o ataque, fui checar a informação.

Conversei durante cerca de meia hora com meu amigo Fábio Koff, que, do alto de sua rouquidão, jurou desconhecer o jogador. Não acreditei. Vivo do futebol há mais de trinta anos e sei como é comum dirigentes negarem eventuais negócios. Insisti e procurei Rui Costa. Rui negou veementemente. Disse que jamais havia ouvido falar de um jogador com a alcunha Enrico Cabrito.

Já estava desistindo quando me ocorreu a idéia de conferir com o maior joranlista do RS. Prefiro peservar minhas fontes, mas o rapaz, de nome turco, foi enfático: “Não se briga com a notícia. Cabrito é do Grêmio. Inclusive sua esposa já se matriculou em uma faculdade de Porto Alegre, vai cursar agronomia.”.

Minhas dúvidas acabaram ali. O Grêmio estava, sim, contratando uma jovem promessa do futebol argentino. Ou uruguaio. A nacionalidade é um mero detalhe, tudo belezinha?

Voltei a ligar para meu amigo Fábio Koff. Confrontei as informações. Koff apenas ria ao telefone. Decidi chegar sozinho ao fim do mistério.

Eis a conclusão óbvia: Cabrito é o famoso jogador do cofre, esteve treinando escondido durante todo esse início de ano. Comeu a grama na pré-temporada, motivo pelo qual o gramado da Arena encontra-se em condições precárias. Manteve-se calado durante todo esse tempo; o bom cabrito não berra. Será inscrito na Libertadores com a camisa nº 6 e prometeu comemorar seu primeiro gol com a camisa tricolor balindo um feitôôôôôôô.

Não se briga com o Cabrito. BÉÉÉÉÉÉÉÉÉHHHH (RISOS)…

Pai Juarez de Oxum

A vida não anda fácil. Fiquei desempregado, Grêmio e Inter não quiseram me contratar, e as contas de final de ano começaram a chegar. Resolvi ganhar uns pilas como vidente. Foi o que me restou depois da ingratidão de Koff e Luigi (resmungos)…

Pois bem, joguei as cartas (todas as cartas do meu baralho são 5 e 8), e mostro-lhes o que os números me disseram:

- Em 02 de março Dunga brigará com D’Alessandro, que imediatamente pulará da barca. A pressão no vestiário ficará insuportável. Dunga será demitido em 11/03. Dia 15/03 serei contratado para ser o técnico do Internacional. Ao final de abril serei campeão Gaúcho após vencer o Grêmio por 1×0, gol do volante Ygor.

- O Grêmio fará a melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Nas oitavas de final jogará contra o Emelec e perderá no Equador o jogo de ida por 2×0. Na mesma semana Luxemburgo verá seu time perder o título Gaúcho para mim, no comando do arqui-rival Internacional, e será demitido.

- No dia seguinte à demissão de Luxemburgo e faltando apenas dois dias para o confronto de volta da Libertadores contra o Emelec, o presidente tricolor abrirá o koffre e pagará minha multa rescisória junto ao Internacional. Assumo o Grêmio logo após vencer o Gauchão pelo Inter. Dois dias após minha assinatura, devolvo os 2×0 no Emelec, venço nos pênaltis e a campanha gremista muda. Em meados de junho levanto o caneco de campeão da América pela segunda vez, agora pelo Grêmio.

- Uma semana após o título da Libertadores a maior injustiça jamais vista por estes pagos acontecerá: a alta cúpula gremista me demitirá, alegando que não levo sorte em Mundiais de Clubes.

- Ainda transtornado pela demissão sem precedentes, receberei uma ligação de Giovanni Luigi. Atônito pela atual 15ª colocação do colorado no Campeonato Brazileiro, serei convidado para voltar a treinar o Internacional. A torcida me receberá aos gritos de “mercenário”.

- Após longos 5 mêses de campanha, e com uma arrancada nunca antes vista, na última rodada do campeonato sairei campeão brazileiro, com uma vitória de 1×0 no Gre-Nal da última rodada. Gol do volante Ygor.

- Passados doze dias do fim do brazileirão, o Grêmio, que havia jogado as últimas seis rodadas do campeonato com time reserva visando a preparação para o Mundial do Marrocos, enfrentará na semifinal do mesmo campeonato mundial o Toluca. Perderá por 1×0, gol de Wilson Matias.

- A revolta da torcida gremista pela perda do mundial após a minha demissão causará vandalismos na Arena do Grêmio. Inter e Grêmio me disputarão em um leilão. A imprensa especula que meu salário já estaria em torno de P$ 2 milhões por mês. Jornais de toda a república postarão nas suas capas: “Qual o preço de um santo? Saiba mais sobre o possível futuro salário de São Juarez.”

- Tendo perdido a Copa das Confederações e, dois dias depois de uma vexatória derrota para o Congo, com direito a dancinhas do famigerado arqueiro Kidiaba, Felipão terá seu contrato rescindido. Restando apenas seis meses para a Copa do Mundo, José Maria Medalha Madrin me ligará. No dia 05/01/2014, eu estaria assumindo a Seleção Brazileira, de onde sairia de lá exatos sete metes depois, com o título de hexacampeão mundial.

- Ao final do ano de 2014, o Papa Bento XVI reunirá o conclave sagrado para discutir se devo ser canonizado.

- Em meados do ano de 2015, um santo resmungão e bigodudo será recebido de braços abertos pela Igreja. Nasce ali o mito. Nasce ali o milagreiro. Nasce ali São Juarez, o protetor da Cautela.

É isso que dizem as cartas. Eu não duvidaria, as cartas não mentem jamais.

21 JAN 2013

#CelularDoJuarezSemFreio

Como disse para vocês, leitores d’O Bairrista, o objetivo deste blog, também, é aproximar o cidadão comum de uma estrela do futebol mundial, no caso eu. Por isso resolvi transcrever uma conversa telefônica que tive recentemente. Para preservar a privacidade de quem me ligou, usarei apenas as iniciais, assim ninguém descobrirá.

Juarez – Alô, tudo bem?
G.L. – Alô, Juarez! Que saudades, meu velho amigo!
Juarez – Agora tu tens saudades, né? (Resmungos)…
G.L. – Tu sabes que tu moras no meu coração. E no coração de toda a nossa torcida. A coisa ficou feia sem tu aqui…
Juarez – Eu notei… A chapinha esquentou, né? (Risos)
G.L. – A chapinha já queimou. Final do ano iremos devolver por defeito de fabricação hahahahaha

(BREVE PAUSA)

Juarez – Poisé, e pensar que vocês me mandaram embora no banheiro. Foi a maior cagada que tu fizeste, presidente.
G.L. – Esquece isso… Foi coisa do R.S…. São águas passadas, Juarez.
Juarez – Águas passadas da descarga, né? (RESMUNGOS)… Mas enfim, o que mais me conta, amigo? E a obra, como está?
G.L. – Ta uma merda, Juarez. Uma merda! Tu sabe como é reforma… e esses caras da A.G. destruíram o estádio. A torcida não quer mais ir… é barro pra todo lado…
Juarez – Eu vi, amigo. No último jogo tinha mais pedreiro que torcedor no B.R. (Risos)…

(SUSPIROS CHATEADOS DO OUTRO LADO DA LINHA)

G.L. – Mas Juarez, o motivo de eu ter ligado é outro…
Juarez – Podes falar, G.
G.L. – A situação política aqui não está das melhores, tanto que eu vou concorrer de novo na eleição… mas a oposição vem forte…
Juarez – Sim… e?
G.L. – Eu quero lançar uma candidatura matadora. Quero conquistar o associado. Quero ganhar com pompa essa eleição. E pra isso eu conto contigo!
Juarez – Comigo, presidente? O que eu poderia fazer pra ajudar o amigo?
G.L. – Quero te colocar como carro chefe da minha campanha. A torcida te ama. Contigo eu não perco por nada!
Juarez – E como seria isso?
G.L. – A gente assina um pré-contrato. Tu assume o time em Janeiro. Eu divulgo esse contrato e a eleição está ganha… Que achas? VOLTA, JUAREZ!

Bom, o resto da conversa eu prefiro não adiantar para vocês, mas nunca se esqueçam: o celular do Juarez é sem freio e, tal qual Jesus, JUAREZ BREVE VOLTARÁ!

19 OCT 2012

O dia em que perdi a cautela.

Precisei criar muita coragem para escrever esse post. Não é fácil tocar em feridas do passado. Todos temos algo que nos envergonha.

Lembro-me como se fosse hoje. O ano era 1998, o mês, dezembro. Dia 19. Eis uma data que não gosto de recordar: 19/12/1998.

1998 tinha sido um ano especial para mim. Fora o ano em que coloquei Ronaldinho na reserva do Itaqui. Uma ode à cautela que ser humano algum, exceto eu, estaria apto a fazer. E o melhor: Itaqui tinha sido destaque do campeonato naquele ano. Quem não lembra do gol de falta contra o Corinthians?

Eu estava envolto em uma névoa de cautela e sucesso. O sucesso, por vezes, é perigoso. Eu tinha colocado aquele que seria eleito duas vezes o melhor do mundo na reserva de um desconhecido volante e o time havia melhorado. Um volante era melhor que o melhor do mundo. O mundo sorria para mim. Nada podia me parar.

Então veio o fatídico dia. Dezenove de dezembro de mim novecentos e noventa e oito, um sábado ensolarado. Eu estava de férias em Xangri-lá, litoral gaúcho. Lembro-me que nos dias anteriores todos me saudavam nas ruas. Diziam-me, sorrindo e contentes, que Itaqui era melhor que Ronaldinho. Exaltavam o grande trabalho que havia feito à frente do Grêmio naquele ano. Eu era o melhor. Nada podia me parar.

Era manhã do dia 19. Liguei o rádio para ouvir a previsão do tempo, enquanto abria minha janela e observava o sol, imponente, aquecendo e dando luz à bela paisagem. A voz no rádio dizia: “mínima de 27 e máxima de 34, umidade do ar em torno de 70% e possibilidade de chuva, 2%”. Mais um belo dia para caminhar e curtir minhas férias, e o melhor, sem chuva, pensei eu.

Saí de casa tranqüilo, levando comigo apenas o protetor solar e alguns trocados no bolso. Por um momento cheguei a pensar em levar o guarda-chuva. Besteira, 2%??? Seria mais um belo dia à beira do mar!

E assim foi. Um belo dia de sol regado por chopp gelado e belas gaúchas para serem admiradas à beira mar. Às 20h o sol ia se pondo, e eu, como um bom cauteloso, voltava para casa. Alegre, realizado, um belo dia de descanso merecido para um magnífico treinador. Então, meu mundo desabou.

Senti um pingo de água cair em meu ombro. O relógio parou. Olhei para o céu. Pasmo. Atônito. Perdido. As nuvens que surgiram do nada pareciam rir de mim. Um trovão. Minhas pernas ficaram bambas. Meu bigode arrepiou.

Chovia. Chovia muito. Como justamente eu, o mais cauteloso dentre os seres humanos, havia ignorado a possibilidade de DOIS POR CENTO de chances de chuva e havia saído de casa sem ter o que me proteger em uma eventualidade??? A imagem do guarda-chuva piscava em meus pensamentos. Como pudera? Como eu??? Como justamente eu???

Os pingos de chuva caíam sobre mim. A água escorria pelos fios do meu bigode como lágrimas de vergonha. Todos me olhavam perplexos. Todos na rua pensavam: “como justamente o Juarez saiu de casa sem o seu guarda-chuva”. As pessoas esfregavam os olhos para se certificarem do que estavam vendo.

Um cauteloso envergonhado. Um cauteloso sem cautela. Um cauteloso jogado ao mundo como apenas mais um em meio à multidão de desavisados. Uma cena dessas poderia ocorrer com qualquer um, mas eu tinha uma reputação a zelar. ISSO NÃO PODIA ESTAR ACONTECENDO. NÃO COMIGO. POR QUE, DEUS???

Voltei para casa triste, humilhado, com minha moral aos pedaços. Nada podia ser feito, a não ser aprender. Quatorze anos se passaram e lembro desse famigerado dia como se fosse hoje. Um cauteloso sempre desconfia. Deixei-me levar pelo sucesso do momento e por apenas um segundo de falta de cautela pus em risco toda a minha reputação.

Assim é a vida. Errem, mas aprendam com seus erros da mesma forma que eu aprendi.

Desde então, nunca mais saí de casa sem o meu guarda-chuva.

04 OCT 2012

Sem Título (texto em homenagem ao Atlético Mineiro)

Já faz um bom tempo que não escrevo para meus cautelosos leitores. A vida de um treinador não é tão fácil como parece…

Decidi matar a saudade fazendo um texto de tópicos, para exemplificar como andaram as coisas nesse ínterim.

 Cruzeiro:
Mesmo contando com um elenco que não é nenhuma Brastemp, o melhor técnico do mundo, no caso eu, vai levando o time ao topo da tabela. O G4 é logo ali. Por enquanto estamos like a G6.

 Atlético Mineiro:
O Galinho menos temido do Brazil parece estar voltando à normalidade. A liderança do Atlético é tão confiável quanto promessa de político em ano eleitoral… Acho que o jejum do virgem de 41 anos se estenderá. Que dó… que dó…

 Forlán:
Após perder cerca de 97 gols incríveis e virar titular absoluto do Inacreditável Futebol Clube, o uruguaio de tiara homoafetiva desencantou e fez dois gols contra o Flamengo. Isso mesmo: DOIS GOLS. E vocês aí achando que transformar água em vinho que era milagre… (risos)

 Kléber:
Após visitar o Coliseu no último grenal, o atacante tricolor parece ter revivido seus tempos de Gladiador e tomou mais um vermelhinho só pra não perder o costume.

 Cinema
“Os Mercenários 2”, filme que mostra a ida de Ronaldinho para o Atlético, é sucesso absoluto de bilheterias.

Por enquanto é só, pessoal.

Nos veremos em breve neste mesmo cauteloso canal.

03 SEP 2012

A titularidade de Wellington Conista

Muitas pessoas tem me questionado. Muitos torcedores ficam irritados. A verdade, meus amigos, é que o cone da grande área é sim meu titular absoluto.

Eu poderia listar aqui muitos atributos que levaram o rapaz a tal nível, mas, como diz o velho ditado, uma imagem vale mais que mil palavras.

Vejam abaixo o porquê:

(foto do site Terra)

Um coneavante que tem a capacidade de atuar na mais bela e conceituada posição do futebol merece a titularidade.

Um centroavante capaz de travestir-se de volante em prol da cautela para assegurar a vitória da equipe merece ser titular.

Não mais me peçam para tirar do time este jogador.

Wellington Conista. Volanteavante. TITULAR.

13 AUG 2012

Brazil x Honduras: Notas

Gabriel: Um futuro Victor, vai terminar a carreira no Atlético Mineiro. Nota 1.

Rafael: Atuação nível Nei. Nota 2.

Juan: Disparado o melhor jogador de Honduras. Nota 9.

Thiago Silva: Não conseguiu segurar o poderoso atacante hondurenho Juan. Nota 2.

Marcelo: Um ilusionista. Engana mais que o Mister M. Nota 1.

Sandro: Volante. Nota 8.

Rômulo: Volante. Nota 8.

Oscar: Hoje não jogou tudo o que sabe, mas tem crédito. Nota 7.

Hulk: O super-herói mais fraco da Marvel. Nota 1.

Neymar: Parece uma gazela em campo. Cai mais que o Diego Hypólito. Nota 1.

Damião: Estava inspirado, teve uma atuação digna de Alecsandro. Nota 8.

Árbitro: Melhor jogador brazileiro em campo, junto com Damião. Nota 8.

Danilo: Entrou e não comprometeu. Nota 5.

Pato: Não se machucou, o que já é uma proeza. Nota 6.

Com a classificação, o Brazil segue firme e forte rumo a mais um bronze olímpico!

04 AUG 2012

Brazil x Egito – Notas

Vamos às notas:

Neto: Tomou dois gols e perdeu sua alma. Nota 1.

Rafael: Foi muito faceirinho durante a partida. Nota 2.

Juan: Mais parado que uma múmia. Não nasceu para jogar futebol. Nota 0.

Thiago Silva: Entregou-se ao politeísmo egípcio. Nota 2.

Marcelo: Se jogasse tudo o que acha que joga seria um craque. Pena que está enganado. Nota 2.

Sandro: É VO-LAN-TE. Camisa CIN-CO. Nota 8.

Rômulo: Outro volante. Nota 8.

Oscar: Se fosse volante seria o melhor do mundo. Impressionante o que joga o rapaz. Nota 8.

Hulk: Depois do sucesso em “Os Vingadores”, a fama subiu-lhe à cabeça e fugiu-se dos seus pés. Horroroso. Nota 1.

Damião: Fez um gol com o sarcófago aberto. Até uma múmia faria. Pelo menos não apanhou da bola hoje. Nota 5.

Neymar: Tem fome. Muita fome. E bota fome nisso. Quando era criança nunca fazia trabalho em grupo no colégio. E ainda inventou uma faixinha ridícula no cabelo. Nota 2.

Danilo: Entrou, mas não entrou. Nota 0.

Ganso & Pato: Era melhor terem ficado na Granja Comary. Nota 0.

Mano Menezes: No comando da seleção, tem a cara do Botafogo. Nota 1.

26 JUL 2012

O retorno do cavaleiro da cautela.

Foram duras três longas rodadas… Lições de aprendizado que guardaremos para todo o restante do campeonato.

Três derrotas seguidas que doeram em nossas almas. A cautela, por algum motivo, parecia ter se perdido. Não foram quaisquer derrotas. Foram três derrotas em que levamos OITO gols. Algo inadmissível para um time treinado com o afinco defensivo que pregamos.

Isso é passado. A suprema arte voltou. Ontem, quarta-feira, na terra da garoa, choveram lágrimas de cautela que fizeram nosso time renascer.

Com uma formação defensivista, sem, em momento algum, correr riscos, nosso Cruzeiro ressurgiu. O melhor ataque é a defesa e, essa máxima, fez-se presente no Canindé.

Com QUATRO volantes em campo seguramos o adversário e liquidamos a partida em dois contraataques magníficos. A sagrada e milenar técnica da defesa juareziana voltou.

O cavaleiro da cautela retornou!

Com o 2×0 de ontem estamos de volta ao campeonato.

Adversários, TREMEI: o cavaleiro da cautela habita novamente entre vós!

Que venha o Flamengo. O céu é o limite!

Sobre a provisória liderança do GALO: o primeiro milho é sempre dos PINTOS!

Aguante, cauteloso Cruzeiro!

Pós-rodada -> Recebi inúmeros pedidos de torcedores colorados, clube pelo qual já ganhei uma Libertadores, solicitando o meu retorno. Confesso que mexeu comigo, mas estou feliz em Belo Horizonte. Eu já estava indo dormir quando recebi uma ligação do presidente Luigi me desejando felicitações pela vitória. Notei no velho amigo um ar de tristeza, como se estivesse prestes a demitir seu treinador. Agradeci e desligamos a ligação.

Após alguns minutos recebi dele um telegrama com as mesmas felicitações… chorei de emoção quando acabei de ler… no cantinho rabiscado no verso, ele disse: “Juarez, eu confesso, to contratando outro, mas o grande amor da minha torcida é você…”

19 JUL 2012

O Espetacular Wilson Matias

Hoje vamos falar de cinema. Inverno, friozinho, fim-de-semana… tudo isso combina com o aconchego de uma boa sala de cinema.

E aqui vai a minha dica. O melhor filme do ano já está em cartaz em todas as salas do RS e do mundo: O Espetacular Wilson Matias.

A obra-prima que está agitando as telonas conta a história de Wilson Matias, o lendário volante camisa 5, e é ambientada em Nova York, e ele, como não poderia deixar de ser, precisa defender a cidade (um volante nunca ataca).

No longa-metragem, nosso amado volantão precisa enfrentar a crítica especializada que insiste em difamá-lo e dizer que de espetacular o rapaz não tem nada.

Lutando contra inimigos vorazes como o ex-amigo Aranha-Wianey e o Duende Pedro Ernesto (seus maiores críticos na mídia), nosso herói vai passar por muitas aventuras e vive, inclusive, uma paixão futebolística (hétero) pelo treinador mais cauteloso do mundo, Juarez Roth, que fora contratado pela seleção norte-americana e tenta naturalizá-lo para jogar pelo esquadrão nacional local.

O Espetacular Wilson Matias conta com efeitos especiais dignos de Oscar e o enredo brilhante certamente garantirá ao filme várias estatuetas.

É realmente imperdível. Trata-se de um filme ESPETACULAR.

Vão aos cinemas e depois me contem o que acharam.

13 JUL 2012