A liderança da cautela

Antes de lerem o que tenho a lhes escrever, peço que parem um momento e olhem para cima. Apenas por um instante. Muitos verão o céu azulado, muitos verão o teto de suas salas ou quartos, muitos enxergarão estrelas, nuvens… mas TODOS, senhoras e senhores, TODOS, sem exceção, verão o Cruzeiro. Todos que inclinarem seus pescoços e desviarem o olhar para cima verão que a cautela está no primeiro lugar.

Não era uma partida fácil. Pelo contrário, enfrentávamos o líder invicto Vasco da Gama em pleno São Januário. Escalei o time com meus lendários três volantes e partimos para uma tática defensiva, porém, nada covarde. Defendemos. Defendemos muito. E, sob o olhar incrédulo de um estádio lotado, castigamos nosso oponente. Por duas vezes. Abrimos uma grande vantagem de 2×0.

O jogo parecia ganho quando, logo após nosso segundo gol, o Vasco descontou. Passamos por momentos de sofrimento. Momentos de angústia. De tensão. Quando tudo parecia sem controle, rumando para um fim trágico, eis que mais um de meus volantes entra em ação. Paulo César Cauteloso Tinga. Ele, o volante das tranças da cautela, fez a jogada para o terceiro e decisivo gol. 3×1 fora de casa e a liderança estava em nossas mãos.

O sofrimento é passageiro, os três pontos são eternos.

VIM, VI E VENCI!

Entramos no campeonato sob a desconfiança de tudo e de todos. Entramos desacreditados e cá estamos: em primeiro lugar.

A cautela está no topo.

Mal aventurados aqueles que desconfiam da cautela, pois dela, senhores, é o reino dos céus.

Ao final da partida, a torcida cruzeirense cantava de alegria: “EXPLODE VOLANTÃO NA MAIOR FELICIDADE… É LINDA A MINHA CAUTELA CONTAGIANDO E SACUDINDO ESSA CIDADE…”

Voltamos do Rio como heróis. Não vemos ninguém à nossa frente!

Particularmente, gostaria de agradecer a vitória e a liderança primeiro ao meus volantes e demais jogadores, e segundo, o Vasco (risos)…

Caso algum extraterrestre chegue na Terra e peçam-lhes que o levem a seu líder, não hesitem, tragam-no até mim (risos)…

SEGUIMOS FORTES! SEGUIMOS INVICTOS! SEGUIMOS CAUTELOSOS! E AGORA, SOMOS O LÍDER DO CAMPEONATO!

Um beijo para quem duvidou. Continuem assim! Muitas batalhas ainda virão, mas, neste momento ,e, quem sabe até o fim do brazileirão, a cautela ficará no topo!

O seu LÍDER lhes deseja uma ótima semana!

24 JUN 2012

A arte da (Guerra) CAUTELA, por (Sun) JUAREZ-Tzu.

O mundo se surpreendia neste sábado, 16 de junho de 2012. Eu, o maior adorador da cautela, entrava em campo com três atacantes e um meia faceirinho.

Comentaristas boquiabertos, torcida atônita… nem meus próprios jogadores acreditaram na escalação que mandei a campo… Estaria eu abandonando minha arte da volância, deixando lado a cautela que tanto prego e tornando-me mais um de muitos treinadores faceirinhos que vemos por aí?

Não. A cautela, meus senhores, é uma arte. Como também é a ilusão. Esperto é aquele que faz com que seus inimigos vejam exatamente aquilo que quer mostrar. E, como todos sabemos, qualquer Gaúcho é mais esperto que um time de catarinas. Foi através da ilusão que minha cautela prevaleceu.

O adversário Figueirense vinha de uma bela campanha invicta: três empates e uma vitória. Durante toda a semana estudei o time de Santa Catarina e tramei a tática mortal.

A faceirice inicial (sim, reconheço, comecei o jogo da forma mais faceira que já havia começado em minha vida) tinha um propósito: enchi o time de atacantes não para marcar gols, mas para cansar o adversário. Para que os catarinas corressem atrás e perdessem o vigor.

A missão do primeiro tempo foi cumprida: 0×0 e o time adversário em desvantagem física. O Figueirense não percebeu e mordeu a ratoeira.

Com o oponente cansado, tirei atacantes e comecei a colocar meus volantes. Sim, VOLANTES. Guardei meus preciosos cabeças de área para o momento decisivo. Infalíveis como de costume, meus volantes dominaram o meio de campo e partimos para o golpe fatal, o golpe do cone. Do Cone Mortal.

Wellington Conista, meu centroavante que atua como volante, decidiu mais uma vez. 1×0.

Vitória da arte. Vitória da Arte da Cautela.

Seguimos fortes. Seguimos invictos. Seguimos cautelosos!

Já estamos em segundo. De possível rebaixado a possível campeão.

Essa, senhoras e senhores, é a sagrada arte da cautela que tenho a vos oferecer.

Retranqueiros do mundo, unam-se a mim! A cada rodada provo que a solução de tudo está na defesa.

Atacantes ganham jogos. Volantes ganham campeonatos!

Já estamos em segundo e, como o Vasco é o atual líder, moralmente somos o 1º colocado.

Um abraço e até a próxima.

(P.S. para os Gaúchos: Quer ganhar do Botafogo? Pergunte-me como!)

16 JUN 2012

Brazil x Argentina: NOTAS

Sem perder tempo, vamos às notas.

Rafael: Esteve invicto no confronto contra Messi (todas que o argentino chutou, entraram). NOTA 1.

Rafael (lateral): Perfeito na abertura de espaços para as jogadas da Argentina. NOTA 0.

Bruno Uvini: Viu óvnis e sua cabeça foi pra Lua. Nota 1.

Juan: Deveria voltar para a escola. Tentar uma faculdade. Não nasceu para jogar futebol. NOTA 0.

Marcelo: Perdeu a cautela e foi expulso. NOTA 0.

Sandro: Não esteve muito bem, mas é VO-LAN-TE. Nota 8.

Rômulo. Volante artilheiro. Nota 10.

Oscar: Já falei e repito, seria um grande segundo volante. NOTA 8.

Hulk: depois da atuação de hoje merece ser expulso d’Os Vingandores. NOTA 1.

Neymar: Irei respeitar seu luto. R.I.P. OUSADIA & ALEGRIA. SEM NOTA.

Damião: Melhor zagueiro da Argentina. NOTA 9.

Danilo: Entrou e ajudou Messi. NOTA 4.

Casemiro: É volante. NOTA 7.

Giuliano: Entrou e agradou Odone. NOTA 5.

Lucas: Jogou? NOTA 1.

Pato: Hoje fez jus ao nome. Um pato. NOTA 1.

Mano Menezes: Há três certezas na vida, a morte, a guampa, e a queda de Mano da seleção. NOTA 0.

Argentina: O jogo serviu para mostrar que Messi é um pouquinho melhor que Neymar. Um abraço, Pelé! (Risos)… NOTA 6.

O jogo em si: Uma pelada braba. Faceirice extrema. Nem na várzea marcam tão mal. NOTA 1.

09 JUN 2012

A primeira vitória da cautela

Iríamos para o terceiro jogo no comando do Cruzeiro. As duas primeiras partidas haviam sido impecáveis, dois 0×0 para cauteloso algum botar defeito. O terceiro jogo se aproximava. O adversário era o líder invicto do campeonato, fora de casa. Algo deveria ser feito, ou a derrota seria uma certeza.

Pensei, treinei, pensei e treinei novamente. Precisávamos fazer algo diferente. O que fazer? O que mudar?

“A leveza da borboleta. O ferrão da abelha.”

Nos inspiramos no histórico confronto de Muhhamad Ali x Jorge Foreman.

Coloquei o time recheado de volantes para apanhar. Para deixar o adversário bater. Para cansar o inimigo. Para triunfar. Meus volantes agüentariam? Agüentaram. Volantes sempre dão conta do recado.

Cansei o inimigo durante longos 70 minutos. Enfraquecemos nosso ponto mais forte, a defesa, para dar a falsa sensação de superioridade ao oponente e fazer o Botafogo cair em nossa armadilha.

Caíram. Com o adversário cansado, veio o ferrão da abelha. Três estocadas. Três tiros fatais. O Botafogo sentiu e sua invencibilidade veio a óbito pelos pés cautelosos de Wellington Paulista.

Tal qual o lendário Ali, a cautela triunfou em pleno Engenhão.

Mais uma vez o time com mais volantes venceu.

Mais uma vez a cautela superou a faceirice.

Mais uma vez eu calo os meus críticos.

Mais uma vez, vitória. A primeira delas. A primeira de muitas.

SEGUIMOS INVICTOS. SEGUIMOS FORTES. SEGUIMOS CAUTELOSOS!

Venha quem vier. Me aguardem.

Senhoras e senhores, A CAUTELA VOLTOU!

08 JUN 2012

Brazil x México: NOTAS


Sem mais delongas vamos às notas dos atletas:

Rafael – não pegou nem gripe, nota 1.

Danilo – Caso a novela das 21h da Globo fracasse, a emissora tem uma carta na manga: Avenida Danilo. Nota 1.

Thiago Silva: Zagueiro faceiro. Nota 2.

Juan: Talvez esteja na profissão errada. Nota 1.

Marcelo: o carnaval já acabou, mas ainda não tirou a máscara. Nota 2

Sandro. É volante. Mesmo em derrotas há de se enaltecer os volantes. Nota 8.

Rômulo: Tentou atacar mais do que o recomendado. Erro fatal para um volante. Nota 3.

Oscar: a atuação de hoje não foi digna nem de Globo de Ouro. Nota 2.

Hulk: Talvez pela cor do adversário, talvez pela falta de super-poderes, o fato é que tremeu diante do time de verde. Precisa de uma bola só pra si. Tem a fome de mil mendigos. Nota 2.

Damião: Acertou o banco de reservas ao ser substituído. Uma incrível evolução em relação ao restante da partida. Nota 4.

Neymar: Vendo que o futebol não era seu forte, preferiu mudar de esporte e tentou o UFC. Foi nocauteado. Nota 0.

Bruno Uvini: Quem sabe um dia. Ainda não. Nota 2.

Lucas: Gostava mais dele quando se chamava Marcelinho. Nota 1.

Pato: Evitou jogadas de choque para não se machucar. Um sinal de cautela. Nota 4.

Mano Menezes: É o melhor exemplo da lei da gravidade. Logo, logo vai cair. Nota 0.

México: Seguiu o bom exemplo de Ligeirinho e matou logo a partida antes de fechar-se com cautela. Gostei. Nota 7.

Pós-jogo: A torcida brazileira, descontente com as recentes atuações, pediu minha presença no comando do time. Mais uma prova de que a cautela se espalha pelo mundo. Só aceitarei o cargo caso a Seleção Gaúcha desista de jogar a Copa por achar que trata-se de um torneio de nível técnico muito baixo.

03 JUN 2012